Notícia
28 de set de 2026

O retorno de Madonna e a coroa criativa de Taylor Swift revelam a disputa geracional dos VMAs

Os VMAs de 2026 celebraram o poder duradouro de Madonna como estrela e o controle de Taylor Swift por trás das câmeras, enquanto a cobertura se dividiu entre o espetáculo, o estilo e o foco cada vez maior da cerimônia nas artistas mulheres.

Os MTV Video Music Awards de 2026 transformaram uma única noite em uma disputa entre legado e reinvenção: Madonna retomou os holofotes no palco, enquanto Taylor Swift fortaleceu sua posição como a força criativa mais poderosa do pop por trás das câmeras.

Uma vertente da cobertura tratou a cerimônia como um retorno ao espetáculo clássico das celebridades. A cobertura de moda se concentrou em Swift e Paris Hilton, convidando os leitores a “Votar no visual de sua estrela favorita”. Um relato mais amplo enfatizou o domínio de Madonna: ela venceu nas categorias Artista do Ano, Melhor Colaboração e Melhor Dança, levando sete prêmios no total, enquanto abria o show com Sabrina Carpenter e Charli XCX.

Ainda assim, o marco institucional da noite pertenceu a Swift. Ela recebeu o primeiro Artist Director Honors, um prêmio que reconhece artistas cujo trabalho “por trás das câmeras ampliou as possibilidades do videoclipe e desenvolveu a arte da narrativa visual.” Ela também venceu o prêmio de Vídeo do Ano por “The Fate of Ophelia”, estreou “Patient Zero” e se tornou a artista mais premiada da história dos VMAs, de acordo com o mesmo relatório.

O contraste não era simplesmente Madonna contra Swift. A cobertura apresentou o show como uma cerimônia de premiação “dominada por artistas mulheres”, mas as duas estrelas representavam versões diferentes desse domínio. O apelo de Madonna se baseava no histórico de performances, no risco teatral e na memória cultural; o de Swift, na autoria, na direção e no controle sobre a narrativa visual.

Essa divisão também expôs a vulnerabilidade da cerimônia. O retorno de Madonna gerou tanto admiração quanto duras reações online, incluindo o veredito de um espectador de que foi um “fracasso completo” e o elogio de outro à “visão criativa do álbum”. As respostas concorrentes capturaram a tensão central da noite: os VMAs ainda recompensam o espetáculo, mas julgam cada vez mais os artistas pelo quanto do espetáculo eles mesmos criam.